
“Drops sabor inspiração e cultura coloridos afetivamente.”
“Drops de Pérolas 006”
No período de 26 de dezembro de 2008 a 10 de janeiro de 2009, estive junto aos meus companheiros de “jornada ahática” Anita Prado e Roberto Pompéia em um aguardado tour por três das mais importantes cidades da Europa: Paris, Roma e Genebra.
Devido à vontade de outros amigos que foram conosco, nosso primeiro dia teve um programa bastante diferente do restante da viagem: fomos à EuroDisney. Eu, que esperava ver algumas atrações que revelassem detalhes das produções cinematográficas, encontrei somente montanhas-russas, elevadores que despencam, shows de carros saltando por cima de barris em chamas e outros brinquedos e shows. E confesso que me diverti bastante.
Nesse ambiente, o olhar se acostuma aos chapéus com orelhas de Mickey e os balões de gás hélio – além das centenas de quinquilharias vendidas em todos os lugares. Porém o que o olhar estranha é o vazamento destes fenômenos para além dos portões da Disney.
Todo o restante da viagem foi planejado sob um viés cultural um pouco mais… digamos… profundo (ainda que em um período hiperlotado de turistas do mundo todo), conforme o internauta lerá nos próximos posts. Eis que, entre tantos museus e lugares históricos, paisagens que nosso imaginário glamouriza como a Avenida Champs-Elysées, a Piazza Navona e o Coliseu revelam-se parecidíssimos com o famoso parque temático em seu pior aspecto: a enxurrada de barraquinhas vendendo todo tipo de tranqueira.
Muvuca na Disney. Digo, no Louvre!!!
Até show de índios de araque teve nesse dia, na Piazza Navona.
Grande Pantheon…

Ué, mas tem uma imperfeição!?!

Nossa, olha só! Já tinham balões metalizados naquela época
!

Difícil é colocar uma escada de 40 metros para tirar isso daí.
E este consumo voraz e sem critério algum deixa seus rastros, como podemos ver nas fotos. O que me faz pensar que a arte e a cultura não estão, de fato, nas coisas e lugares em si. Portanto, se acotovelar feito um desesperado para levar a foto da Mona Lisa em seu celular não tem um décimo do valor de levar lembranças afetivas na memória. Ou reflexões críticas em seu blog.

Avenida Champs-Elysées. Acredite se quiser.

Por Fabio Woody
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